Artístico?

Entretanto, quem poderia esclarecer se era ou não arte?

Os dizeres na parede: “Odeie seu ódio”, “Mais amor, por favor”. Um casal se beijando em um banquinho do Parque Trianon. O ‘homem da faca’ andando de um jeito engraçado, insinuando que iria matar alguém. O céu colorido de um azul espetacular. O ex-favelado que agora vende enciclopédias de seiscentos reais. O arco-íris no fim da tragédia da Veneza abrasileirada.

Não havia um e havia um só. Ah, se a arte pudesse ser descrita assim… Eu imagino. Mas, se fosse, será que tudo não seria transformado em arte e consequentemente a arte deixaria de existir?

A noção de distância…

…varia de cidade pra cidade.

Descobri que em Petrópolis o “longe” é relativamente perto pra mim. Outro dia no ônibus:

- Ah, o centro tá perto? – perguntei ao motorista.

- Não, tá looonge ainda.

Certo, passaram-se 5 minutos e estava onde eu queria.

Em outra ocasião, eu fui parar, perdida, num lugar que eu não queria. Perguntei a um cara se eu conseguiria ir andando até onde eu queria. Ele me olhou meio horrorizado:

- Não!!! Você tem que pegar aquele ônibus ali, ó!

Ok. Eu fui andando e demorei menos de 15 minutos.

Agora, quando eu andei por São Paulo pela primeira vez, a coisa era completamente oposta:

- Xis-lugar está perto daqui? – eu perguntei.

- Ah, tá pertinho!

E aí eu saía andando por aí… E no fim descobri empiricamente que o perto paulistano não é tão pertinho assim…

Petrópolis

Uma mistura do antigo com o novo que fica evidente nos prédios da cidade. Um grande problema é a falta de placas indicando o nome das ruas. Mesmo nas ruas principais é difícil encontrá-las. Apesar disso, a sensação que tive quando andei pela cidade no domingo foi de pessoas muito prestativas e dispostas a ajudar, porque todas para que pedi informação me responderam com muito mais do que educação. Sabe, aquela vontade de ajudar…

Bom, não tive muito tempo pra ficar fazendo turismo mais do que no domingo. O que vi até agora foi:

- Palácio Amarelo

- Obelisco

- Praça da Liberdade

- Casa da Princesa Isabel (fiz dois vídeos falando “Olha a casa da Princesa Isabel blábláblá” até que andando depois descobri que a casa dela era outra!! Puxa, mas a primeira era mais bonita, acho…)

- Casa do Santos Dumont

- Trono de Fátima

- Palácio de Cristal

- Casa do Barão de Mauá

- Rio Negro – Palácio dos Presidentes (e eu também fiz um vídeo fake porque pensava que isso era um prédio, mas na verdade era outro… preciso corrigir…)

- Catedral

Acho que é isso. O mais estranho é que eu imaginava Petrópolis uma cidadezinha muito pequeninha… e não é. Definitivamente não é. Chega a ter trânsito às 6h da tarde. E as pessoas não andam de chinelo na rua. Tem Mc Donald’s (?), Spoletto, Shopping Bauhaus, Subway, Empadas Brasil (!!!), e muitas coisas!

Claro que aonde estou não tem nada por perto… a não ser um SESC perdido… e o LNCC, é claro. Ah, sim, e Petrópolis faz jus ao nome e as suas ruas são quase todas de pedra. Horrível para malas com rodinhas…

Ainda escrevo mais sobre isso essa semana (ou na outra). Tenho que dizer a verdade: já estou com saudades de casa…

Voltando pra casa

Voltando pra casa, hoje, acho que senti o que é morar em uma cidade pacata.

Primeiro, o ônibus para no ponto e eu nem sabia pra onde ele ia, se ia pra onde eu queria ou não. Eu pergunto, falando meio rápido, tentando tomar o mínimo possível de tempo do motorista. O motorista fala mansamente, fica dando mais explicações do que eu pedi. Antes que ele falasse mais ainda eu o cortei dizendo “Obrigada” e passando na catraca.

Segundo, contando as duas pessoas que estavam esperando no ponto comigo e eu, havia 5 passageiros.

Terceiro, até eu descer ninguém mais subiu no ônibus.

Quarto e último, estávamos andando na AVENIDA e de repente o motorista não dá uma paradinha e vai buscar água e fazer xixi no posto??? Fiquei meio pasma. Ele parou do nada, deixou o ônibus ligado com as portas todas escancaradas e foi lá. E ninguém reclamou. Nem buzinas nem comentários como “Que merda. Vou chegar atrasado!”…

Mesmo assim, sinceramente, eu me senti um pouco incomodada com a demora. Não que tivesse muito a fazer, mas sempre fico com essa impressão ruim quando sinto que estou perdendo tempo… Talvez a sociedade devesse reconsiderar essa necessidade de eficiência na utilização do tempo. Ou talvez EU devesse começar a fazer isso…

O fego

Fego é um deixar de ser. Representativo de uma situação em que alguém faz algo que absolutamente não combina com sua personalidade.

Fego vem do português. F de falha. Ego de ego.

Sonhar é bizarro…

Fricassé de frango

Primeira experiência culinária do ano!!

Super fácil… só que é meio demorado, ou eu achei porque tem que desfiar peito de frango. Bom, daí pra começar eu não sabia desfiar um peito de frango. Nessas horas, mamãe seeeempre ajuda. Depois de tomar as instruções (uma delas incluía escolher o menor dos peitos de frango – e era peito de frango e não filé de frango), saí às compras.

Chegando no açougue, eu vi os peitos de frango pelo vidro do balcão e eles pareciam tão pequenos! Espertamente (não!), eu pensei: “Puxa, vou então levar DOIS peitos!! Rá!”. Depois passei no supermercado e comprei o resto dos ingredientes: 1 lata de creme de leite, 1 lata de milho verde, 1 copo de requeijão, 100g de mussarela, batata palha e champignon (ok, isso não ia na receita original que eu vi e eu acho engraçado porque eu nunca sigo à risca as receitas que eu vejo, apesar de saber que eu não sei cozinhar).

Voltei pra casa. Quinze minutos na panela de pressão bastaram pra que o peito ficasse relativamente bem cozido. Desfiei o peito enquanto o outro ia ser cozinhado. A suspeita de que dois peitos resultavam em MUITO frango desfiado ficou confirmada logo que vi a quantidade de frango que um peito rendeu. E sobre desfiar… no começo estava bem complicado, mas aos poucos acho que fui melhorando um pouco. Demorei um tempão, mas acho que valeu a experiência.

Depois disso, bati no liquidificador metade do milho, o creme de leite e o requeijão e “reservei”. Daí refoguei o frango [não todo o frango que desfiei] com um pouco de alho e cebola e adicionei a misturinha reservada. Mexi por um tempo e coloquei os champignons picados.

Depois de engrossar, despejei tudo numa assadeira. Aí, cobre-se com queijo e batata palha por cima. Levei pro forno e deixei 5 minutos. Comemos com um arroz meio esquisito que eu tinha comprado outro dia e acho que pela primeira vez, o prato que fiz não ficou tão ruim assim! Tchin! :D

“Enquanto você não vem,

mesmo quando você não vem, eu estou pensando em você…”

Uma vez eu li um poema falando sobre isso… sobre como a gente espera as pessoas. Porque nos primeiros minutos, você pensa que a pessoa está só atrasadinha, afinal, imprevistos acontecem aos montes.

E, depois você espera porque iria querer que alguém esperasse você assim. E depois você espera porque gosta muito da pessoa. E quando você vê, a desesperança já está ali, porque no fundo você começa a pensar que a pessoa não vem.

Acho que hoje o celular ajuda muito nisso… Antes de ter celular, uma vez, eu fiz uma pessoa me esperar por 2h30. Me senti mal por ter deixado a pessoa esperando tanto, mas uma ponta de mim ficou contente por saber que a pessoa acreditava em mim tanto que continuou a esperar mesmo depois de ter passado muito tempo do horário combinado. Queria valer a pena assim…

Primeiro post de 2010!

Em comemoração ao ano que se inicia, vou falar sobre promessas.

Este ano eu prometo que pelo menos vou tentar ser melhor do que eu já fui em toda a minha vida. Me dedicar mais ao que eu me proponho a fazer. Aproveitar mais o que eu estou fazendo. Reclamar menos (é, isso vai ser difícil, mas eu vou tentar mesmo!!). Tentar não ser tão esquecida… [e o primeiro passo vai ser comprar uma agenda e me lembrar de olhá-la!]. Etc.

Apesar de parecer aquelas promessas que a gente não costuma conseguir cumprir, eu quero pelo menos tentar. Tentar é a meta. Conseguir é outra história…

Feliz ano novo pra todo mundo! Que 2010 seja o melhor ano da vida de cada um de vocês.

“Penso em ti e dentro de mim estou completo”

Não consigo entender a atitude estúpida da gente [e eu prometo que vou tentar não fazer isso] de não dar atenção aos relacionamentos estáveis.

E esses relacionamentos podem ser ou não amorosos, mas é mais fácil falar de namoro, por exemplo, porque namoro é um relacionamento que a gente está habituado a acreditar que vai terminar.

Tem um poema do Fernando Pessoa que diz: “Penso em ti e dentro de mim estou completo”. Comigo, isso é exatamente o que sinto quando amo alguém. O que é ótimo. Exceto pela parte da completeza que a gente sente muitas vezes fazer a gente se voltar para os lados ao invés de cultivar aquilo que faz a gente ser completo.

Em particular, eu não gosto do fato de a gente se dedicar tanto à conquista e tão pouco ao longo do tempo ao lado da pessoa que a gente escolheu pra estar ao nosso lado. Minha teoria é a de que a segurança que a gente começa a sentir é que começa a atrapalhar. Sentir-se seguro é maravilhoso. Aquela sensação de que não importa o que você faça, a outra pessoa vai te amar do mesmo jeito é maravilhosa. Aí você, inconscientemente, vai testando isso: começa chegando atrasados nos compromissos com a pessoa, engorda, se arruma mais quando vai pro trabalho do que quando vai jantar com a pessoa, não faz mais surpresas e a coisa vai caindo cada vez mais na monotonia da rotina fixa.

A questão não é o amor que existe entre essas pessoas. É a demonstração do amor, que o tempo insiste em ir apagando em certas relações. O quanto vale a pena estar num relacionamento assim?, eu me pergunto. Eu não sei. Pra mim é um claro problema de ‘beco sem saída’: se você fica, você está fadado a ser meio-infeliz; se não, você VAI sentir MUITA falta daquela pessoa e uma hora vai se perguntar como foi que as coisas puderam terminar assim. Bem, mas tem ainda uma outra opção que depende da disposição de mudar das pessoas envolvidas que é a de repensar a relação.

Eu queria não cometer mais essa atitude estúpida. Porque eu sei que já cometi, mesmo com meus amigos. Por isso, desculpem-me (estou em construção).

Situações estranhas

Situação 1.

- Oi. Tem abacaxi?

- Tem sim.

- E abacate?

- Tem também.

- Ah, então me dá uma banana.

(e nessa hora eu fico: ‘o quê???? como assiiiiiiim’ hahaha)

Situação 2.

(imagine que eu acabei de servir alguém, e aí eu digo)

- Obrigada.

(e a pessoa, polidamente diz:)

- De nada.

Mas não devia ser o contrário?

Situação 3.

Uma vez um menino de rua me pediu dinheiro. Aí eu disse: ‘Não, obrigada.’ “Obrigada”???

Situação 4.

Quando você está conversando com alguém pessoalmente e fala, ao se despedir, ‘Beijo!’

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